Guiné é um livro ilustrado que reinventa um mito de origem a partir de uma reflexão delicada e radical sobre morte, nascimento e transformação.
Com raízes na mitologia iorubá, sua história é inspirada em um itã (relato mítico) que narra o momento em que a morte se instala em uma cidade africana, levando seus habitantes a recorrerem a Oxalá.
Quando a queda parece atravessar todas as espécies, a pena, o ovo, o giz branco e o corpo em dança tornam-se imagens centrais de um ritual em que morrer é apenas uma forma de cair, e nascer, um movimento que pode sempre recomeçar.
Misturando poesia, oralidade e pensamento mítico, o livro aproxima humanos e animais, vida e fim, dor e reinício.
Concebido e ilustrado pela artista visual Sara Lambranho, Guiné reúne desenhos em nanquim e guache, e uma narrativa poética interpretada pelo poeta e tradutor Tom Nóbrega.



