Quando seu cachorro Lennon morre, após treze anos de convivência, a narradora leva um ano e meio para escrever um breve texto capaz de dar conta dessa ausência. Endereçado a ele, o texto costura uma vida em comum: a adoção no Novo México de um filhote quase border collie, as corridas na neve, os livros roídos, um focinho no nariz da dona todas as manhãs e os três anos driblando o diagnóstico de insuficiência renal.
O que cabe na vida de um animal? Como é ser um cão? Será o tempo apenas uma “ficção útil”? Entrelaçando recordações pessoais, literatura, filosofia, ciência e observações da natureza, Adriana Lisboa encontra no caminho as estrelas de Canis Major, um ancestral comum de 100 milhões de anos, passando por Marcel Proust, os sufis, Han Kang, T. S. Eliot, dentre outros.
Formando par com Todo o tempo que existe, ensaio anterior que recobre o luto da autora pela morte dos pais, O que existe no tempo é um livro que amplia a conversa pela transformadora convivência entre as espécies. É, como diz a última página, “uma forma desajeitada de reiterar o encanto e o mistério de um amor”.
![O que existe no tempo [envio em 07/12]](https://relicarioedicoes.com/wp-content/uploads/2026/11/CAPA-O-que-existe-no-tempo.jpeg)




