A tradução-exu é um parricídio muito peculiar, não considera o sentido absolutamente inessencial, porque deseja num só gesto bater cabeça ao texto original e jogá-lo por terra, como Exu que a um só tempo venera, serve e engana Orunmilá. Nesse sentido, a tradução-exu precisa também vir antes de seu original para desmontá-lo enquanto lhe dá o procedimento crítico pela contradição, e não pelo apontamento; tudo isso sem qualquer pretensão de Aufhebung (suprassunção) que nos leve ao um novo estágio. Deslocamento de corpos em movimento e choque, transfusão da saliva da fala, a tradução-exu será um caso específico de risco e amor, desastre do desejo ainda cego e já no fio da faca, como Exu, que lança a verdade contando mentiras ou mente a bem do oráculo, sem estancar o sentido da verdade, mas apostando no paradoxo como a força das relações.
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