Um debate acalorado sobre a poesia, que reflete o confronto entre visões iluministas (de Peacock, que valoriza a ciência e a razão prática) e românticas (de Shelley, que celebra a imaginação e a transcendência).
Num cenário fortemente marcado pelo prestígio cultural de concepções e práticas poéticas características da modernidade romântica, já se destacavam, junto com os primeiros românticos, poetas como George Gordon Byron, Percy Bysshe Shelley e John Keats. Nesse ambiente tão favorável à valorização social da poesia, tida como elevada manifestação do espírito tanto no plano estético como no político e moral, uma revista londrina publica, em 1820, um artigo que constitui um verdadeiro libelo contra os poetas e sua arte. Assina-o Thomas Love Peacock, autor de inclinações iluministas e neoclássicas, e que, além de ensaios, produziu obra de feição predominantemente filosofante e satírica, sob a forma de romances, peças dramáticas e poemas. O texto, que deve ter causado algum espanto aos leitores da época, talvez tivesse caído em completo esquecimento, não fosse a réplica que suscitou de imediato, por meio de um longo ensaio que, desprendendo-se mais tarde de sua origem circunstancial, estava destinado a tornar-se famoso. Trata-se da “Defesa da poesia”, de Percy Bysshe Shelley, aliás, grande amigo de Peacock.



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