Poeta, performer e ativista nascida em Berlim, em 1978, filha de namibianos que viviam no exílio durante o período de ocupação sul-africana da Namíbia. Sua trajetória pessoal é atravessada por deslocamentos entre Alemanha e Namíbia, o que marca profundamente sua escrita.
Artista queer e neurodivergente, sua obra se insere num território de fronteira (entre Europa e África, exílio e retorno, memória e presente) e explora temas como identidade, pertencimento, racismo e corpo. Seu conteúdo artístico aborda desprivilégios, descolonização, cura, amor individual e coletivo, suavidade e vulnerabilidade. Em 2009, publicou sua autobiografia, Kalungas Kind [Criança de Kalunga]. Desde 2014, idealiza, faz a curadoria e apresenta a série mensal de slam “One World Poetry Night”, em Berlim. Em 2018, publicou Buchstabengefühle: Eine poetische Einmischung [Sentimentos e(m) letras: uma intromissão poética].
A experiência diaspórica em Lahya não aparece apenas como tema, mas como estrutura de sua linguagem fragmentada, direta, atravessada por tensão e urgência. Também ligada à cena do slam e da performance poética, Lahya é conhecida internacionalmente pelo ritmo e intensidade que reforçam o caráter político de sua escrita.
Além da literatura, ela atua como educadora e ativista, especialmente em projetos voltados a juventude, arte e direitos humanos.