“Expatriados em sua própria pátria”: assim Euclides da Cunha referiu-se aos seringueiros da Amazônia, migrantes nordestinos que trabalhavam para “escravizar-se”.Mais de um século depois, o número de deslocados internos, emigrantes e refugiados vem aumentando de modo alarmante. O cassino global do sistema capitalista-financeiro não tem como responder a essa “diáspora sem rumo”, na expressão de Foot Hardman. Os sem-teto, sem-emprego, sem-comida, sem-pátria – vidas subtraídas de qualquer dignidade – são vítimas também de preconceito, xenofobia, homofobia, perseguição política e todo tipo de violência física e moral. Este livro, tão necessário quanto urgente, reúne ensaios que examinam obras literárias, filmes e exposições de arte. Alguns textos evocam seres da errância, deslocados ou à margem da sociedade; ou examinam um rico diálogo entre escritores do Brasil, da China, da Argentina e da Rússia. Outros estudos analisam romances importantes, mas esquecidos ou ofuscados pelo cânone, e filmes sobre mulheres de esquerda que foram torturadas na resistência às ditaduras do Brasil e de Portugal. Não poderia faltar a esse Exodus um exame da gravíssima crise socioambiental do planeta. Aliás, as crises, tensões, violências e rupturas no processo histórico e na figuração artística desses ensaios são um convite para refletir sobre este tempo tão sombrio.
Milton Hatoum
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